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NOTA DE REPÚDIO: A ADUENF não tolera ataques ao servidor Público!

E é nessa confusão toda, todo mundo tá achando que estamos distraídos, abraçaram a gente, enrolaram com a gente. Nós já botamos a granada no bolso do inimigo: dois anos sem aumento de salário” (Guedes durante Reunião Ministerial do dia 22 de abril de 2020). Essa é a visão do ultraneoliberalismo nativo quanto aos servidores públicos brasileiros: “inimigos” a serem aniquilados com “granada no bolso”. É uma visão sem disfarces, crua, grotesca, que não se atrevem a defender publicamente. Exposta em reuniões que não guardam diferença com reuniões de quadrilhas conspiradoras.

Mas não chega a surpreender! São os mesmos que, como no caso da pandemia da Covid-19, renunciam a seu papel de governar (ao deixar o país sem Ministro da Saúde por quase duas semanas, apesar das 24.512 mortes totalizadas em 25/05/2020, com um acréscimo de 1.039 registros em 24 horas), não hesitam em atacar valores democráticos universais, defender tortura e milícias, censurar a produção intelectual e artística, hostilizar a imprensa e o jornalismo, estimular a agressão ao meio ambiente e aos povos indígenas e sucatear universidades públicas. Os mesmos que pretendem um Poder Judicial submisso e uma Polícia Federal “interferida” pelas suas ânsias de poder familiar e amical.

Que autoridade tem o procaz Guedes para chamar os servidores de “parasitas”? Guedes, cofundador do Banco Pactual (que a operação Lava Jato envolve em “crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de capitais”) e investigado pelo Ministério Público Federal por suspeita de fraudes em negócios com fundos de pensão de estatais (a través dos fundos de investimento em participações BR Educacional e Brasil de Governança Corporativa, criados por ele).

Dentre os múltiplos ataques ao servidor público, capitaneados por Guedes, perante a cínica declaração de que o servidor público “não vai ficar em casa trancado com geladeira cheia e assistindo a crise enquanto milhões de brasileiros estão perdendo emprego”, dizemos-lhe: NÃO, SENHOR! ASSUMA SEU PAPEL DE GOVERNAR! É DEVER DE O ESTADO PROTEGER OS BRASILEIROS QUE ESTÃO PERDENDO O EMPREGO. NÃO É O SERVIDOR PÚBLICO O CHAMADO A RESOLVER A CRISE ECONOMICA!

Como, taxativamente, declara o Fórum Permanente de Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (FOSPERJ), em manifestação pública de 19/05/20, as “garantias dos diretos humanos fundamentais como Saúde, Educação, Cultura e Esporte; Ciência e Tecnologia; Comunicação social; Meio ambiente; Família; entre outros, … chegam ao cidadão brasileiro pelas mãos do servidor público… Já os eleitos pelo povo são plantonistas do poder que, a cada mandato, entram e saem.  Governos passam, mandatos têm fim, gestores deixam seus cargos, mas os servidores permanecem e seguem na linha de frente a cada troca de gestão e legislatura para garantir o funcionamento da máquina”.

Terminamos esta nota, manifestando o repudio veementemente da ADUENF a os ataques ao servidor público promovidos pelo governo Bolsonaro, nas palavras do Ministro de Economia, e juntamos nossa voz às numerosas manifestações de rejeição emitidas pelos servidores públicos do Brasil. Não existe serviço público sem servidor público!

Diretoria da ADUENF

27/05/2020

 

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