RODA DA CONVERSA NA ADUENF DEBATE FEMINICÍDIO E VIOLÊNCIA DE GÊNERO

RODA DA CONVERSA NA ADUENF DEBATE FEMINICÍDIO E VIOLÊNCIA DE GÊNERO

Encerrando o Mês da Mulher, a ADUENF promoveu, no dia 31 de março, uma roda de conversa sobre o tema “Violência de Gênero e Feminicídio: A Luta pelo Direito de Existir”. A palestrante foi a analista de marketing Magnólia Machado, que é dirigente nacional e militante da Marcha Mundial da Mulher, membro do Conselho Municipal das Mulheres de Campos e coordenadora do Projeto de Educação Ambiental Mais Verde.

RODA DA CONVERSA NA ADUENF DEBATE FEMINICÍDIO E VIOLÊNCIA DE GÊNERO

Em 2025, o Brasil registou 1.568 vítimas de feminicídio, o maior número da última década e um recorde desde a tipificação do crime em 2015. Esse número representa um aumento de 4,7% em relação a 2024. Por dia, em média quatro mulheres são assassinadas no país por questões de gênero. Das vítimas, 62,3% são mulheres negras; 66,3% dos assassinatos ocorreram dentro da própria casa da vítima, sendo que 59,4% dos casos foram cometidos pelo próprio companheiro.

Segundo Magnólia, o cenário no país não é bom, embora o artigo 5º da Constituição Federal cite que todos são iguais perante a lei. “A gente está, todos os dias, tendo que lugar para continuar vivas”, observou, citando que, por conta do sistema capitalista, muitas mulheres não conseguem sair de relacionamentos abusivos porque não têm acesso à educação e são dependentes financeiras de seus companheiros. Eu sua avaliação, o Estado falha no seu papel de acolher as vítimas.

A conselheira municipal da Mulher observou que, na maioria dos casos, a violência começa de forma sutil (um grito, uma proibição de usar uma roupa, o controle dos acessos telefônicos, etc.) e avança com o tempo, ao ponto de muitas mulheres sofrerem de comportamentos violentos e não se darem conta. “Não tem como não falar sobre isso. A gente acorda, liga a TV e descobre que uma mulher foi morta simplesmente por ser mulher”.

Em sua opinião, apesar das deficiências do Estado e da falta de integração entre os equipamentos que deveriam garantir proteção às vítimas de violência, a denúncia continua sendo a forma mais eficaz de combater o problema.

A 2ª secretária da ADUENF, Renata Maldonado, lembrou que a ADUENF tem um Protocolo Anti-assédio, para docentes, técnicas administrativas e estudantes que queiram denunciar casos de assédio sexual e moral dentro da UENF – com sigilo garantido. Denúncias podem ser encaminhadas ao e-mail antiassedio.aduenf@gmail.com.

A ADUENF reafirma seu compromisso em sempre promover espaços de diálogo com a comunidade universitária para abordar temas relevantes como esse. Debater a violência contra a mulher nos dias de hoje é mais do que oportuno — é urgente. Trata-se de fortalecer a informação, a empatia e o compromisso coletivo com a defesa da vida, da dignidade e dos direitos das mulheres. A associação seguirá firme na construção de uma universidade e de uma sociedade mais justas, seguras e igualitárias, onde o direito de existir seja plenamente garantido a todas.

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