REPRESENTANTES DA ADUENF SE REÚNEM COM GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO E GESTÃO

REPRESENTANTES DA ADUENF SE REÚNEM COM GOVERNADOR E SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO E GESTÃO_I

Enfim, o diálogo que a ADUENF tentou por vários anos com o Governo do Estado começou a acontecer. Na última quarta-feira (24/06), representantes da Associação dos Docentes da UENF e docentes aposentados da universidade tiveram uma audiência, no Rio de Janeiro, com o governador em exercício Ricardo Couto.

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Intermediada pelo deputado estadual Flávio Serafini, presidente da Comissão de Servidores da ALERJ, a visita à capital teve como objetivo apresentar uma pauta de quatro reivindicações da categoria docente: a implantação do novo Plano de Cargos e Vencimentos da UENF, o aumento do auxílio-alimentação de R$ 600 para R$ 1.500, a revogação da Lei 9.194/2021, que extinguiu os triênios dos servidores estaduais, e o pagamento da recomposição salarial prevista na Lei Estadual 9.436/2021.

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Por conta da hora elevada e da agenda apertada do governador, essa primeira conversa foi rápida, mas muito proveitosa. Ricardo Couto se disponibilizou a agendar uma audiência com a diretoria da ADUENF numa nova data, através do secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Rafael Abreu.

Minutos antes, os representantes da ADUENF, por intermédio do deputado Flávio Serafini, haviam participado de uma audiência de duas horas com o próprio Rafael Abreu, a quem entregaram a cópia de um ofício datado de 22 de maio, enviado ao Governo do Estado, apresentando as reivindicações da categoria. Estiveram presentes o presidente da associação, professor Ricardo Nóbrega, o deputado Flávio Serafini, o representante do CCT, professor Jefferson Rodrigues de Souza, e os professores aposentados Ruben Rosenthal e José Glauco Tostes.

Rafael Abreu destacou que o Governo do Estado, de forma geral, tem priorizado neste momento as políticas mais abrangentes em benefício dos servidores, como o pagamento das duas parcelas da recomposição salarial que não foram pagas pelo ex-governador inelegível. Segundo o secretário, pautas específicas das categorias, como os planos de carreira, estão sendo avaliadas caso a caso, levando em consideração que, de acordo com a lei eleitoral, projetos que implicam em aumento de despesa só podem ser enviados até o dia 4 de julho.

Em relação aos triênios, há uma alternativa em estudo. Ela condicionaria o pagamento do benefício aos novos servidores não apenas ao tempo de serviço, mas também a uma capacitação pela qual eles teriam de passar.

O presidente da ADUENF, Ricardo Nóbrega, viu como positiva a nova postura adotada pelo Governo do Estado. “Tem sido um horizonte para a categoria dos servidores, tão cheia de perdas neste momento”.

Em relação à volta dos triênios e ao reajuste do auxílio-alimentação, o professor considera que são conquistas indiretas da associação, que se fortaleceu na união com a Associação dos Docentes da UERJ (ASDUERJ) e com o movimento de oposição do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (SINTUPERJ). “Tudo vai depender muito da mobilização política da categoria. No caso da UENF, depende de uma ampla mobilização dos servidores da universidade para a conquista desses direitos”.

A ADUENF acredita que, com a abertura do diálogo, pautas históricas poderão sair da gaveta da burocracia e se tornarem realidade. Porque os docentes acumulam sucessivas perdas nos últimos anos, como a perda do poder de compra e a piora nas condições de trabalho. Um estudo recente do DIEESE, encomendado pela própria Associação dos Docentes da UENF, indica que os profissionais precisam de um reajuste salarial de 60,3% para compensar as perdas salariais acumuladas desde 2014.

A ADUENF acredita na força do diálogo e estará sempre disposta a negociar, por acreditar que este é o melhor caminho. No entanto, manterá o estado de greve iniciado em outubro de 2025. Porque não é hora de recuar.

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