Numa ação conjunta, as diretorias da Associação dos Docentes da UENF (ADUENF) e do Diretório Central dos Estudantes Apolônio de Carvalho (DCE UENF) promoveram a panfletagem “Estudantes e Professores contra o Fascismo”, em frente ao Restaurante Universitário da UENF, no começo da tarde desta quinta-feira (15/10).


Um panfleto distribuído aos manifestantes destacou que a família Bolsonaro é responsável por um projeto de desmonte da Educação Pública, citando que, durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), a rede federal e demais universidades enfrentaram bloqueios orçamentários que quase fecharam salas de aula em todo o país. Os números deixam claro essa política de desmonte: o governo Bolsonaro cortou 33% dos recursos para a rede federal em 2019, bloqueou R$ 3,32 bilhões para os institutos e universidades e fez cortes que ultrapassaram R$ 122 milhões em novembro de 2022.
Agora, nas eleições de 2026, Flávio Bolsonaro afirma que, vencendo a presidência, vai retirar o ensino superior do Ministério da Educação e passará para o Ministério da Ciência e Tecnologia. Na prática, a manobra significa menos dinheiro para as universidades funcionarem.
“A gente está sempre na luta, mas neste momento é importante é intensifica-la para que a gente não tenha uma desmobilização dos docentes, dos estudantes e dos trabalhadores”, disse o presidente da ADUENF, professor Ricardo Nóbrega. “Estamos construindo atividades conjuntas, junto à população que ainda não tem voto ou que não compareceu às urnas, para que ela tenha consciência de tudo o que está se passando. A gente tem que lutar para que haja um governo do povo, e não o governo de uma minoria de milionários”.
A diretora de Política e Movimentos Sociais do DCE, Yasmin Assis, lembrou que o fascismo lutou contra os estudantes e contra o povo por muito tempo, matando, torturando e sequestrando milhares de estudantes e professores na busca de um projeto de desmonte do serviço público. “O próprio Bolsonaro criou um projeto de desmonte da educação, e seu filho quer continuar esse mesmo governo. Nossos direitos foram, com muita luta, conquistados; mas eles podem ser retirados”, destacou.



















